11 outubro 2014
20 março 2014
Ciclos.
02 setembro 2013
Saudade.
25 novembro 2012
Liberdade.
21 outubro 2012
Silêncio.
08 outubro 2012
E assim, espero.
12 agosto 2012
Pai.
20 julho 2012
Atrasos e Partidas.
Rick Monteiro, obrigado pelo meu novo tema! (http://semguarda-chuvas.blogspot.com.br/)
26 junho 2012
Um copo de nada.
12 junho 2012
Novo e sempre.
13 maio 2012
Dia de amor.
06 maio 2012
Era um certo vazio.
08 fevereiro 2012
Rotina.
12 janeiro 2012

A menina tinha medo do escuro, por isso ela aprendeu a viver com os olhos abertos. Menina que tem medo de escuro não fecha os olhos, ela sabia. Olhos de medo doem, precisam de uma claridade cega para conseguir enxergar a vida, tentando ao máximo transformar sua dor em um refúgio de força.
A menina olhava ao seu redor. Medo. Angústia. Ela sabia que com aquele fardo seria impossível andar. Ela precisava acreditar na possibilidade de encontrar um refúgio dentro da sua culpa em tentar ser diferente. Ela sabia que poderia mudar, mas sentia medo de encarar um destino tão incerto que já estava batendo em sua porta.
A escuridão é tua amiga, menina. Mostre teu rosto às estrelas, elas podem curar teu coração. Não tenha medo de tentar ser o que você sempre foi ou de encontrar sua verdadeira razão de viver. O amor vai estar em volta das tuas escolhas, você só precisa recolher tua alma para um lugar distante, um lugar que implore pelo teu grito, por tuas lágrimas.
A menina de olhos negros carregava sua própria escuridão. Seus olhos já demarcavam seus medos, já deixavam claro que seu espelho precisaria ser limpo para que ela pudesse reencontrar algumas verdades repartidas, esquecidas.
Menina, seus olhos são teus melhores companheiros.
Menina gosta de olhar fundo, de analisar a vida, de sorrir. Menina gosta de sentir a incerteza que uma brisa de fim de tarde carrega. Menina gosta de carinho, de abraços, de corações feridos. Menina quer gritar, jogar sua voz fora, arrancar suas vísceras até não restar nenhum resquício de saudade e de lembranças.
Aqueles olhos negros não conseguiam entender o motivo daquilo tudo. Os olhos negros precisavam entender algumas razões, precisavam perdoar. Olhos negros precisam perdoar seu próprio olhar por não estar conseguindo ver a beleza daquele velho pôr do sol. Perdoar por ter perdido tanto tempo sentindo, sem enxergar o mundo que andava ao seu redor.
Amigos partiram, menina. Amores foram embora. Você não pode controlar tudo, infelizmente. Muitas vezes encarar a escuridão é a melhor forma de conhecer o desconhecido. E se você ainda não encontrou as razões, existe uma possibilidade de serem encontradas dentro de tuas próprias escolhas, de tua alma, de tua mente.
Não destrua a si mesma por medo. Não faça isso. Menina precisa sorrir novamente. Precisa respirar, abraçar, reencontrar um verdadeiro amor. Menina não pode ficar presa ao passado, esperando que seu futuro se torne uma nova mágoa, presente em um futuro que se transformará em resquícios de um novo passado.
Respira, menina. Deixe tuas lágrimas limparem seu corpo. As lágrimas querem dançar em tua face, limpar tua pele, tuas feridas. Liberte tua voz, menina. Liberte tua voz. As paredes da tua casa já se cansaram do mesmo grito calado, das mesmas risadas, da mesma rotina.
Inove. Cresça. Mude.
Um anjo pequeno ainda está olhando por você. Anjo de olhos verdes, que combinam com a tua essência e encontrou em você resquícios de outras vidas, de outras dimensões. O anjo vai cuidar de você. Está aqui, estou aqui. Pouco perto, longe. Mas corações iguais se encontram mesmo sem palavras, eles sentem a presença somente pelo fato de existir. Eles existem.
Menina, me deixe enxergar seu sorriso. E quando estiver tarde, pode acender as luzes. A noite é tua amiga, ela vai entender que pesadelos na verdade são sonhos disfarçados. Não se esqueça.
Quando ventos frios batem, devemos proteger nosso corpo. O frio dói, menina. Não precisa ter medo de sentir. Um abraço ainda é o melhor remédio. E se por acaso você sentir medo, feche os olhos. Anjos não precisam de muita coisa para estar perto. Basta sentir, e só.
Sinto saudades.
Minha pequena Andrade, Mariana.
14 setembro 2011

Nunca deixe que a dúvida te impeça de tentar.
A vida sempre estará repleta de desafios, menina. Cabe a você escolher se vai colher sorrisos ou lágrimas.
Tudo depende do ponto de vista. Ou não?
Melhor pensar que o medo é um companheiro fiel. Afinal, sem ele não existiria coragem. Ou não?
Tudo passa. Mude o olhar. Mude a direção.
Grandes coisas simplesmente tornam-se pequenas.
Ou não.
Que tal tentar cobrir a lua com um dedo?
Viu? Não é tão difícil assim.
20 junho 2011
Desilusão.

Joana só conseguiu escutar o silêncio quando percebeu que estava sozinha. Dias passam, Joana. Horas passam. Momentos devem ser esquecidos em sua memória para sempre, e para sempre serão lembrados como tristes lembranças de um passado que se foi.
Joana tentava respirar e sentir o seu corpo. Sentir a única coisa que havia sido sua por tanto tempo e que ela sabia que não a deixaria sozinha. Joana não precisava chorar, mas seus olhos guardavam tantas dores que nunca a deixaria ser forte o suficiente. Ela se sentia fraca demais para suportar aquela dor. Horas passam, Joana. Dias passam. O tempo passa. O tempo acaricia, assopra em seu ouvido e te avisa que já é hora de seguir. Seria bom abrir os olhos, Joana. Seria bom abrir asas e procurar seu verdadeiro horizonte. Seria bom deixar passar, Joana. Passe. Não deixe os passos passarem diante de ti como flashes de uma utopia. Agora é hora de mudanças. Você precisa encarar.
Mas Joana não conseguia suportar aquela dor. Cada segundo passava rasgando seu coração em pedaços. Ela queria gritar, jogar tudo para um lugar longe, distante de sua vida, de seus olhares. Ele havia partido, ela sabia. E nunca mais aqueles olhos seriam seus novamente. Abraços, beijos. Mais uma vez o amor havia sido descartado e Joana precisava seguir. Ela olhava para aquele ambiente vazio, tentando encontrar resquícios de uma nova solidão, mas seu peito de enchia de saudades. Uma saudade dolorida, sem ter pretensão de ir embora. Saudade que bate na porta do peito e entra em ser convidada, invadindo pensamentos, incluindo novos medos. Joana precisava trancar seu coração por um tempo. Ela precisava guardar o coração. E se a dor ficasse no peito? Joana precisaria arrancar pedaços de seu corpo. Seria difícil. Joana decidiu guardar as lembranças. Ela pegou as malas. Guardou fotos, histórias, sorrisos, presentes e aconchegos. Joana guardou tudo. Não restou nada. Ela olhou atentamente para aquele espaço vazio. Ela precisava preencher aquilo antes que seu corpo ficasse fraco e desistisse daquela decisão. Joana olhou novamente para aquele vazio. Será que seria agradável?
Olhar o vazio a fazia lembrar aqueles olhos. E ela lembrava do último beijo, do último carinho. O vazio trazia lembranças daquele farol iluminando a dolorosa partida, da decisão, de toda a desilusão que ela foi forçada a sentir. Joana segurou o peito e tentou arrancar o próprio coração. Ela tentou gritar suas vísceras, jogar seu medo para o passado. Ela precisava aceitar. Ela precisava encontrar seu novo eu perdido naquela imensidão de lágrimas. Joana lembrava dos abraços. Joana lembrava dos abraços. Pés juntos, Joana. No frio um abraço cura, ela sabia. Por isso ela separou um novo cobertor. Ela separou uma nova cama, uma nova pintura, uma nova vida. Ela separou as velhas lembranças, colocando-as em um lugar que não poderia encontrar tão cedo. Quem sabe um dia elas não poderiam se tornar agradáveis lembranças de um doce passado? Joana pintou sua vida. Era preciso controlar as lágrimas. Ela as enxugou, e mais uma vez as enxugou novamente. Joana foi até um canto antigo e retirou outra mala. Essa era a mala de sonhos, era a mala de vida. Joana a abriu. Ela sabia que ainda poderia encontrar sorrisos. Ela sabia que iria vencer. Bastava acreditar, ela sabia. E assim um coração começou a remendar seus próprios pedaços. E os pés sentiram uma firmeza necessária para partir. O corpo respirou. Joana sorriu. Joana chorou. Joana guardou aquilo. Joana procurou. Joana sentiu que certas forças iriam aparecer. Ela precisava sentir aquela dor. Ela precisava aprender. Afinal, o que é vida senão um manto de desilusões e acertos?
Era preciso viver. E a vida traz suas próprias dores. A vida ensina, Joana. A vida ensina como se deve respirar. A vida ensina a não errar com os próprios erros. A vida ensina a escolher. A vida ensina.
file://http://www.youtube.com/watch?v=iJgiCr26Okg&feature=related
Take me
15 maio 2011
Passando o silêncio.
Ela escolheu se acomodar. Ela queria esperar a flor brotar daquele concreto novamente. Tudo é possível, ela sabia. Ela só não sabia como poderia deixar aquela história passar diante de seus olhos.08 maio 2011
Dia de mãe. S2
01 maio 2011
Um sonho.
25 abril 2011
Sem ver.
Seus olhos tentavam enxergar novamente. A escuridão muitas vezes clareava sua própria sensibilidade, mas ela não sentia vontade de sentir nada que não fosse do seu próprio mundo. Era uma vida de sonhos, de voltas, de vindas, idas. Ela retornou a um começo. Ressentida. Ela estava presa num passado distante, que havia sido predestinado desde o seu nascimento. A menina acreditava em destino, o problema era esse.









